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Por iniciativa do Presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Dr. Gerson Harrop Filho foi publicado, aos trinta dias do mês de agosto de 2000, a portaria nº 03 instituindo a Comissão de Estudos e Gestões e ao mesmo tempo designou os Médicos Veterinários Gilvan de Almeida Maciel, Murilo Salgado Carneiro, Paulo José Elias Foerster e Alberto Neves Costa, sob a presidência do primeiro, para comporem a referida comissão, que teria a incumbência de viabilizar a fundação da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária - APMV, ação que representou mais um ato do movimento cultural em Pernambuco.

Inicialmente foram estabelecidos os princípios básicos para se criar o Estatuto, o Regimento, bem como os critérios para a escolha dos patronos e os respectivos acadêmicos.

Em 14 de junho de 2001, dia consagrado a Santo Eliseu, protetor dos médicos veterinários foi aprovado o estatuto e consequentemente, deu-se por fundada a Academia Pernambucana de Medicina Veterinária, constituída de trinta acadêmicos com seus respectivos patronos.

Apesar dos noventa anos de história da medicina veterinária pernambucana, foram inicialmente escolhidos apenas os nomes de 20 patronos. O restante das cadeiras, dez, seriam preenchidas no futuro, por ocasião da morte dos dez primeiros acadêmicos, os quais passariam de acadêmicos para patronos.

Os vinte primeiros patronos foram escolhidos entre os pioneiros e que prestaram relevantes serviços à medicina veterinária pernambucana.

A Escola Superior de Medicina Veterinária de São Bento em Olinda, foi a grande fonte geradora de patronos.

Dos vinte patronos iniciais, treze estão ligados umbilicalmente à escola de São Bento. Entre esses três eram monges beneditinos, como Dom Pedro Roeser, alemão de origem, que chegou a Pernambuco em 17 de setembro de 1889, sendo nomeado, em 1906 Abade do Mosteiro de São Bento e fundador da Escola de Medicina Veterinária de São Bento, em 1912, Dom Plácido de Oliveira e Dom Gabriel de Vasconcelos Beltrão. O corpo docente forneceu três patronos, o Prof. Hermann Rehaag, vindo da Alemanha especificamente para estruturar a nova Escola e lecionar no curso de medicina veterinária, o médico veterinário italiano, Eugênio Cesare Santojani, e Ernest Roesler, médico alemão.

Dos ex-alunos de São Bento, foram escolhidos seis para serem patronos, alguns dos quais, também exerceram o magistério naquela instituição; Dionysio Meile, José Wanderley Braga, Armando Pontes Maia e Silva, Artur Lopes Pereira, Eloy Hardmann Cavalcanti de Albuquerque e Almir Pires Ferreira.

Desses, destacamos Dionyso Meile, que por já ser portador de diploma de farmacêutico, concluiu o curso de medicina veterinária antes do previsto, tornando-se historicamente em 1915 o primeiro médico veterinário a se formar no Brasil, e José Wanderley Braga, que também é patrono dos médicos veterinários de Pernambuco por designação do CRMV e ainda patrono da Academia Brasileira de Medicina Veterinária.

Os oito patronos restantes que completam a lista dos vinte primeiros são: Sílvio Torres, Adauto Cavalcanti da Silva, Cristovam Colombo de Souza, Humberto Vernet, Jarbas Ibiapina, Valdi Moreira Martins, Ladário de Souza Coentro, Roberto Jacques Bezerra da Silva, dentre os quais, destacamos Sílvio Torres, catarinense de origem, mas que exerceu intensa atividade no Nordeste, principalmente em Pernambuco, e foi considerado um dos mais ilustres cientistas brasileiros na metade do século passado.

Para constituir os quadro de acadêmicos fundadores foram escolhidos os médicos veterinários que tinham sido homenageados com o Prêmio Prof. José Wanderley Braga, que é conferido anualmente pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária.

A APMV funciona atualmente na Rua Conselheiro Theodoro n° 460 – Zumbi – Recife, sendo uma entidade de utilidade pública, conforme Lei Estadual n ° 13106, de 27.09.2006, e tem como objetivos: produzir e divulgar trabalhos no campo da Deontologia, da História e da Ciência Médico Veterinária; estimular o aprimoramento do ensino médico veterinário; manter intercâmbio técnico científico, cultural e social com entidades congêneres e instituições públicas e privadas e homenagear Médicos Veterinários que contribuíram para o progresso da ciência e da cultura.